Biah concede entrevista especial ao Cineplaneta

Nome: Beatriz Miranda Costa
Nome artístico: BIAH
idade: 17 anos (fará 18 em 10/09)
Natural de que cidade: Niterói/RJ
Redes sociais:
– Instagram @biah.music
* Tik Tok @biah.music
Time do coração: Flamengo
Comida favorita: Pastel
1) Biah, você ganhou destaque no The Voice Kids 2021. Como essa experiência impactou sua carreira artística e sua visão sobre a música?
R: Participar do The Voice Kids foi um divisor de águas na minha vida. Eu era muito nova, e mesmo assim tive a oportunidade de mostrar minha voz para o Brasil inteiro. A partir dali, comecei a entender a força da música na minha vida e como eu poderia impactar na vida das pessoas com a minha arte.

2) Além da música, você também atua no teatro musical e na dublagem. Como surgiu esse interesse por diferentes áreas artísticas?
R: Sempre fui encantada por contar histórias, seja cantando, atuando ou emprestando minha voz pra personagens. O teatro musical apareceu pra mim como um espaço onde tudo isso se encontra. A dublagem veio logo depois, de forma natural. Acho que minha paixão é essa, dar voz a sentimentos e transformar emoção em arte seja lá qual for o palco.
3) Você já compôs 3 músicas que tiveram a produção de Bruno Costa. Como funciona o seu processo criativo na composição? Tem alguma rotina ou inspiração específica?
R: Meu processo criativo costuma começar de forma muito intuitiva. Às vezes é uma frase que surge no meio do dia, às vezes uma melodia que aparece do nada, no silêncio. Eu gosto de escrever sobre o que estou sentindo. A composição, pra mim, é como colocar no papel o que não consigo explicar falando. Não tenho uma rotina certinha, mas gosto de estar sozinha no início, deixar a emoção guiar. Depois, quando sinto que a ideia está pronta pra ganhar forma, levo pro estúdio com pessoas que entendem a minha essência e sabem traduzir isso em som. O Bruno é um querido, um grande parceiro que apareceu em minha vida. Sou muito grata pelo trabalho incrível que ele tem realizado em minhas músicas. É uma honra trabalhar com ele.
4) Quais desafios você encontrou ao transitar entre gêneros como MPB, pop e teatro musical? E o que você mais curte em cada um deles?
R: Cada gênero pede uma entrega diferente. No pop, você precisa ser direta, vibrante. Na MPB, existe uma leveza e uma profundidade poética que me encanta. Já o teatro musical exige corpo, interpretação, técnica… mas o desafio mesmo é manter meu toque em todos eles, o estilo BIAH de cantar cada um desse estilos. E eu gosto disso. Gosto de me adaptar sem perder a essência.
5) Sua autenticidade é algo muito elogiado pelos fãs. Como você define sua identidade artística atualmente?
R: Minha identidade está em construção e sempre estará. Mas hoje, eu me vejo como uma artista que mistura sentimento com o fantastico, eu deixo minha cabeça viajar quando escrevo, como em Mercúrio Retrógrado por exemplo . Eu sou uma artista que canta sobre amor, dúvida, força, saudade. Gosto de trazer elementos acústicos, palavras simples, mas com alma. Acho que minha maior preocupação é ser sincera no que faço. A arte me cura, e se curar mais alguém junto, é missão cumprida.
6) Existe algum projeto – no teatro, na música ou na dublagem – que foi especialmente marcante para você? Pode contar mais sobre ele?
R: Acredito que no teatro diversas personagens foram marcantes para mim, mas a Ritinha em “Tudo por um popstar” foi uma personagem bem marcante, por ser um menina com bastante opinião, porém ainda tentando entender mais sobre si. Foi bem desafiador mas muito gostoso dar vida a ela. E na dublagem teve o Yuri do longa-metragem “Meu Amigãozão – o filme”, que foi meu primeiro trabalho na dublagem cantada e vai me marcar pra sempre!
7) Como jovem artista, você já conquistou bastante spaço. O que você diria para outras meninas que sonham em seguir carreira artística desde cedo?
R: Acreditem na intuição de vocês. Não deixem ninguém dizer que vocês são “muito novas” pra sonhar grande. Estudem, experimentem, errem com coragem. A arte é um caminho bonito, mas também exige entrega, paciência e persistência. E, principalmente: não percam a doçura no processo. Isso é o que faz tudo valer a pena.

8) Você utiliza bastante as redes sociais para se conectar com o público. Qual a importância dessa interação na sua trajetória?
R: É essencial. Eu gosto de estar perto, de mostrar quem eu sou fora dos palcos também. As redes me permitem dividir bastidores, dúvidas, conquistas… e receber carinho de volta. É uma troca muito verdadeira, e é lindo ver como a arte que faço toca pessoas de lugares diferentes.

9) Tem algum artista ou projeto com o qual você sonha em colaborar no futuro?
R: Muitos! Mas um sonho seria colaborar com artistas que têm essa presença forte de R&B e Soul como Liniker, Os Garotin , Delacruz e claro… a Iza , que marcou uma fase da minha vida.
10) Quais são os próximos passos da BIAH em 2025? Pode contar alguma novidade exclusiva para os leitores do Cineplaneta?
R: olha… 2025 vem sendo um ano super corrido, mas com certeza tem projetos muito incríveis sendo elaborados, talvez um próximo show por Niterói com um toque de soul music ? Ou músicas novas também. Então todo mundo tem que acompanhar para não perder o que pode vir pela frente!!!
11) Qual é a importância do Cineplaneta para você e para a cultura.
O CINEPLANETA pra mim foi e é de extrema importância porque me deu coragem para começar a me apresentar e me conectar com as pessoas em uma época de pandemia onde os artistas ficaram também sem rumo. É um projeto lindo que leva a cultura para pessoas diversas, inclusive para quem nunca entrou em um teatro nem em um cinema. Então, traz esse lado importantíssimo do quanto a arte pode afetar a vida das pessoas.
Créditos da fotografia:
Adriana Oliveira Fotografia
https://www.instagram.com/adrianaphotografia?igsh=aWk0emozeGFqZHJn

