Atelier Mourão realiza 13ª edição do ‘Portas Abertas’ com eventos para fortalecer a joalheria artística

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Atelier Mourão realiza 13ª edição do ‘Portas Abertas’ com  eventos para fortalecer a joalheria artística

 

Considerado importante polo de fomento da joalheria de arte no Brasil, atelier escola promoverá novos paradigmas, criações e talentos da joalheria contemporânea

Como uma das mais antigas e minuciosas formas de expressão da humanidade, a joalheria  atravessa os tempos carregando diversos simbolismos e significados. Neste final da segunda década do século vinte um, auge de grandes transformações sociais, culturais e políticas, como os artistas-joalheiros têm se expressado? Essa questão norteará a 13ª edição do Portas Abertas, o já consagrado evento do Atelier Mourão que acontece anualmente no Rio de Janeiro, com o propósito de lançar ao mercado novos artistas e  criações inovadoras . O evento acontecerá entre 11 e 15 de dezembro, na tradicional Casa de Pedra 64, em Ipanema, com uma série de atividades para joalheiros e admiradores da joalheria contemporânea. 

Entre os destaques da programação, está a exposição coletiva RUPTURAS, que apresentará o resultado de uma convocatória feita pelo Atelier Mourão a artistas joalheiros de todo o Brasil. A Galeria Alice Floriano, de Porto Alegre, trará ao Rio uma exposição de artistas consagrados e novos talentos do cenário mundial, dando visibilidade a trabalhos consistentes e promissores. Já a LAB22, loja multimarcas de Santos, participará do evento com uma mostra de novos joalheiros brasileiros representados pela artista Cibele Muraro. E, como em todas as edições do Portas Abertas, o público será convidado a conhecer o trabalho dos novos alunos do Atelier Mourão, que têm tradicionalmente neste evento uma espécie de début profissional. 

“Depois da iniciação na arte de criação de jóias, nossos alunos aprendem no Portas Abertas  a precificar, atender aos clientes e lidar com críticas e avaliações de terceiros. Nesta edição, vamos além: traremos perspectivas de artistas nacionais e internacionais renomados e teremos uma programação voltada ao crescimento e valorização da  joalheria contemporânea, com destaque para rodas de conversa e visitas guiadas”, explica Lívia Mourão, diretora do atelier. 

 

RUPTURAS 

Com o propósito de aumentar a visibilidade da joalheria contemporânea no Brasil e fortalecer esse movimento, o Atelier Mourão realizou uma convocatória de artistas para compor uma exposição coletiva de peças inéditas. Sob a perspectiva do tema RUPTURAS, 46 criações foram avaliadas de forma criteriosa e imparcial pelas curadoras Alice Floriano, Miriam Mirna Korolkovas, Nicole Uurbanus e Renata Porto. O resultado da seleção será um uma mostra surpreendente de 16 peças que representam quebras de paradigmas, rompimento de padrões e inovações simbólicas e objetivas. Participam da exposição 13 artistas: Andrea Borges, Carol Bergocce, Cristina Bezerril, Cristina Góes, Esperança Leria, Gabriela de Oliveira, Gaspar Carlini, Márcio Sodré, Nathalia Canamary, Sarah Lemon, Soiis Rabelo, Viola Pineider e Vivianne Dias Kirita.

Programação Portas Abertas 2019

11 dez | 17h – Coquetel de abertura 

Exposições e vendas: de 12 a 15 dez | de 11h às 20h 

Local: Casa de Pedra 64. End.: Rua Redentor 64, Ipanema – RJ

14 dez | 15h –  Visita guiada e roda de conversa “Vamos falar sobre Joalheria Contemporânea” com os grupos Grupo Brocas (SP) e Orbe (RJ)

 

Sobre o Atelier Mourão 

Um pouco da história da joalheria moderna brasileira passa por um prédio charmoso numa ainda tranquila Rua de Ipanema, no Rio de Janeiro. Foi lá que, no final dos anos 70, Caio Mourão dividia seu conhecimento com jovens joalheiros. No começo, seguindo a tradição de mestre e aprendiz. Márcio Mattar e Alfredo Grosso estavam entre estes jovens.

Aos poucos, com o aumento de interesse pela joalheria, o Atelier Mourão foi forjando um método próprio, no qual o aluno aprende todo o processo, da criação à concepção das peças. Após o falecimento de Caio, a filha Paula Mourão, que encarou o desafio de seguir os passos do consagrado pai e já trabalhava com ele desde os anos 80, assumiu o comando do Atelier.

“Nosso objetivo, além da formação de ourives, é garantir uma liberdade artística, onde cada exercício é uma possibilidade de o aluno desenvolver sua criatividade e colocar sua identidade no seu trabalho”, explica Paula. 

Considerado o pai da joalheria de arte no Brasil, Caio foi um pioneiro. Foi ele, por exemplo, que abriu as portas para as joias na Bienal de São Paulo, ao defender sua participação em carta em 1961. A partir daquela edição do evento, oficialmente a joalheria no Brasil pode ser chamada de arte.

Esse espírito inovador e inquieto de Caio permanece vivo não apenas nos cursos do Atelier, mas também no olhar e na discussão sobre a joia como arte e o trabalho dos artista-joalheiros. Ao mesmo tempo que forma novos profissionais, como Wilian Faria, Livia Canuto, Lucia Abdenur e Virgínia Moraes, o Atelier quer ser um polo propulsor e agregador do debate sobre o tema, organizando encontros, palestras e mesa-redondas sobre a joalheria de autor. 

“O objetivo do Atelier é fomentar a discussão sobre a joia de autor e tornar nossos encontros num espaço onde os artistas possam interagir, compartilhar experiências e discutir problemas em comum”, explica Livia Mourão, diretora e curadora do Atelier, além de filha de Caio. 

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