Crítica | ‘Moana’ prova que nem toda fidelidade ao original é um defeito
Desde as primeiras exibições, o live-action de Moana tem dividido opiniões. A principal crítica é que o filme é praticamente uma cópia da animação de 2016. E sim, essa comparação faz sentido. A Disney optou por preservar a história quase quadro a quadro.

Na minha opinião, porém, essa fidelidade não diminui a qualidade da produção. Em vez de tentar reinventar uma história que já conquistou o público, o filme aposta em manter sua essência e transportar toda a sua magia para o live-action.
A jovem Catherine Lagaʻaia entrega uma Moana cativante, transmitindo com naturalidade a coragem, a determinação e a sensibilidade da personagem. Ao longo da história, ela enfrenta seus medos para salvar sua aldeia e seu povo, mostrando que a verdadeira força está em acreditar em si mesma e seguir em frente, mesmo quando tudo parece impossível.
Ao seu lado, Dwayne Johnson retorna como Maui com o carisma e o humor que marcaram a animação. A química entre os dois funciona muito bem e ajuda a conduzir a aventura.
Outro ponto que tem gerado debate são as sequências em alto-mar. Há quem considere algumas cenas escuras demais, principalmente nos momentos noturnos. Ainda assim, os efeitos visuais impressionam, e o oceano continua sendo praticamente um personagem da história, criando uma atmosfera envolvente durante toda a jornada.


Além da aventura, Moana continua transmitindo mensagens importantes sobre valores, união familiar, respeito aos ancestrais, persistência e a importância de não desistir diante dos desafios. É um filme que lembra que crescer também significa enfrentar obstáculos, aprender com os erros e confiar no próprio caminho.
As poucas novidades aparecem em detalhes. O roteiro inclui uma ancestral mulher entre os antigos líderes da ilha, reforçando a representatividade feminina, e traz uma divertida atualização na fala de Maui, que se apresenta como herói “de mulheres e homens, sem discriminação”. São mudanças discretas, que dialogam com o público de hoje sem alterar a essência da história.
Quem esperava uma releitura completamente diferente talvez saia da sessão querendo mais novidades. Eu, particularmente, gostei da escolha de preservar uma história que continua emocionante, embalada por músicas marcantes e por uma mensagem que permanece atual para crianças e adultos.
E um aviso para quem costuma esperar até o fim da sessão: Moana não tem cena pós-créditos.
Por Patricia Roloff
DESTAQUES DA MATÉRIA
🔹 “A principal crítica é que o filme é praticamente uma cópia da animação de 2016. E sim, essa comparação faz sentido. A Disney optou por preservar a história quase quadro a quadro.”
🔹 “Na minha opinião, porém, essa fidelidade não diminui a qualidade da produção. Em vez de tentar reinventar uma história que já conquistou o público, o filme aposta em manter sua essência e transportar toda a sua magia para o live-action.”
🔹 “A jovem Catherine Lagaʻaia entrega uma Moana cativante, transmitindo com naturalidade a coragem, a determinação e a sensibilidade da personagem.”
🔹 “Ao seu lado, Dwayne Johnson retorna como Maui com o carisma e o humor que marcaram a animação. A química entre os dois funciona muito bem e ajuda a conduzir a aventura.”
🔹 “Ainda assim, os efeitos visuais impressionam, e o oceano continua sendo praticamente um personagem da história, criando uma atmosfera envolvente durante toda a jornada.”
🔹 “Além da aventura, Moana continua transmitindo mensagens importantes sobre valores, união familiar, respeito aos ancestrais, persistência e a importância de não desistir diante dos desafios.”
🔹 “É um filme que lembra que crescer também significa enfrentar obstáculos, aprender com os erros e confiar no próprio caminho.”
🔹 “O roteiro inclui uma ancestral mulher entre os antigos líderes da ilha, reforçando a representatividade feminina, e traz uma divertida atualização na fala de Maui, que se apresenta como herói ‘de mulheres e homens, sem discriminação’.”
🔹 “Quem esperava uma releitura completamente diferente talvez saia da sessão querendo mais novidades. Eu, particularmente, gostei da escolha de preservar uma história que continua emocionante, embalada por músicas marcantes e por uma mensagem que permanece atual para crianças e adultos.”
🔹 “E um aviso para quem costuma esperar até o fim da sessão: Moana não tem cena pós-créditos.”

