Nos 50 anos dos Doces Bárbaros, novo livro revela documentos inéditos e a história do quarteto

Obra do pesquisador Luiz Abrahão, lançada pela Garota FM Books, resgata a trajetória de Caetano, Gil, Gal e Bethânia, mostrando a força da cultura brasileira contra a censura.

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Nos 50 anos dos Doces Bárbaros, novo livro revela documentos inéditos e a história do quarteto

Obra do pesquisador Luiz Abrahão, lançada pela Garota FM Books, resgata a trajetória de Caetano, Gil, Gal e Bethânia, mostrando a força da cultura brasileira contra a censura.

A música brasileira tem o poder inigualável de transformar épocas, unir gerações e eternizar encontros. Há exatos 50 anos, no dia 24 de junho de 1976, durante um dos períodos mais duros da ditadura militar, quatro dos maiores nomes da nossa arte se uniram em um projeto coletivo que entrou para a História. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia se tornaram os Doces Bárbaros, um quarteto criado para celebrar uma década de carreira com uma série de shows inesquecíveis que estreou no Anhembi, em São Paulo.

Para manter esse legado vivo, neste dia 24 de junho de 2026, a editora Garota FM Books abre a pré-venda do primeiro livro sobre os Doces Bárbaros que contará a história completa deste supergrupo pós-tropicalista.

A resistência através da arte

Em “Mistério Sempre Há de Pintar Por Aí – Uma História dos Doces Bárbaros”, o pesquisador Luiz Abrahão reconstrói a cronologia do grupo. A obra viaja desde a estreia conjunta em Salvador, em 1964, passa pela explosão de suas carreiras individuais e chega à consolidação definitiva da parceria nos anos 1970.

Através de uma pesquisa extensa e rigorosa, o autor dá a dimensão da importância do grupo em um período político delicado. O livro mostra como a história dos Doces Bárbaros foi marcada pela perseguição do regime militar. Documentos inéditos revelam que, além do já conhecido veto à canção “Como são lindos os chineses”, outras músicas sofreram sanções da Censura. Faixas como “Os mais doces bárbaros”, “Nós, por exemplo”, “O seu amor” e “Um índio” foram consideradas impróprias e precisaram ter trechos alterados para liberação pública.

O marcante episódio da prisão de Gilberto Gil em Florianópolis — que interrompeu a turnê — também ganha destaque. A partir de um dossiê do Ministério da Aeronáutica, o autor revela como o caso serviu de pretexto para que o governo mantivesse o quarteto sob forte vigilância.

Bastidores e legado cultural

Além da resistência política, a obra investiga a gênese do nome do grupo – uma resposta de Caetano Veloso aos preconceitos do jornal O Pasquim – e os bastidores do documentário de Jom Tob Azulay, que assina o prefácio do livro. Com detalhes extraídos de entrevistas da época, o leitor é transportado para os shows de 1976 e para os reencontros do quarteto, como o desfile da Mangueira em 1994 e as apresentações de 2002.

Sobre o autor e a editora Nascido em Belo Horizonte, Luiz Abrahão é doutor em Filosofia pela UFMG, professor e pesquisador musical. Esta é sua estreia como autor de livros musicais. A Garota FM Books, criada em 2018, é referência no mercado editorial musical, com publicações sobre grandes ícones da MPB e do rock.

A cultura é o nosso maior patrimônio, e obras como esta são fundamentais para a formação de público e preservação da nossa memória.

Serviço do Lançamento:

  • Livro: Mistério Sempre Há de Pintar Por Aí – Uma História dos Doces Bárbaros
  • Data de início da pré-venda: 24/06/2026
  • Valor da pré-venda: R$ 89,00
  • Preço de loja: R$ 99,00
  • Detalhes: 320 páginas | Tamanho: 23 x 16cm

 

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