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sábado, outubro 16, 2021

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Documentário de brasileiro é exibido em festival de cinema do Vale do Silício

Documentário de brasileiro é exibido em festival de cinema do Vale do Silício
 
Alexandre Maciel retrata cultura negra em diversas películas produzidas nos EUA e no Brasil
 

O fotógrafo, publicitário e diretor de Fotografia de Cinema, Alexandre Maciel, é um dos poucos brasileiros a ter seu documentário na 12ª edição do Festival de Cinema Africano do Vale do Silício (SVAFF – Silicon Valley African Film Festival). O documentário “Don’t Give Up”, em tradução para Português com título de “Não desista”, será exibido neste sábado (9), presencialmente no Studio One, do Historic Hoover Theatre, nos EUA, às 12:00 PM (Horário local) e pelo site https://svaff.org/saturday-films/. Feito por meio da sua produtora Cabecidade Filmes, retrata a vida de Harriet George, uma refugiada de Zâmbia, na África, que mora em Silver Spring, nos Estados Unidos. 

 
 
“É uma idosa de 70 anos, cheia de disposição e histórias pra contar, que hoje recebe pessoas do mundo todo em sua casa, por meio do Airbnb, passou por muitas dificuldades em sua trajetória até se tornar chef de cozinha da família Rockefeller por quase três décadas”, resume o diretor do filme.
 
O Festival incentiva a inscrição de cineastas brasileiros que tenham em suas produções obras que reflitam imagens, narrativas e histórias da cultura afro, temática trabalhada pelo profissional de Audiovisual desde antes de sua ida para as terras americanas, quando atuava no campo da Antropologia Visual e culturas étnicas, além da Fotografia, o Cinema e a Publicidade. 
 
Documentário de brasileiro é exibido em festival de cinema do Vale do Silício
 
Documentário de brasileiro é exibido em festival de cinema do Vale do Silício
 
Mestrando em Arte e Design pela PUC-Rio, o carioca de 35 anos tem no currículo a produção de mais de 30 filmes e fotografias de casamentos multiétnicos rodados em territórios americanos com um olhar artístico, e não puramente documental, como de costumes nessas cerimônias. Foram locais de produção: Nova Iorque, Nova Jersey, Virgínia, Washington, Meriland, Baltimore e Boston, entre outros.
 
Documentário de brasileiro é exibido em festival de cinema do Vale do Silício
 
“Fui morar nos EUA, em Nova Iorque, e uma mulher de Gana me chamou pra trabalhar com ela. Acabou que todos os clientes dela eram africanos, e comecei a notar que estava fazendo um trabalho etnográfico, com culturas diferentes da minha, e especificamente em casamentos. Comecei a me aprofundar nisso, construindo documentários, utilizando um monte de ferramentas, isso foi aprofundando o meu trabalho”, conta.
 
Para Alexandre, a cultura negra, além de sua raiz, é fonte de trabalho, inspiração e de debate no cenário nacional e internacional. Ele compara a vida do negro nos Estados Unidos e no Brasil, país que ele retornou depois de um ano fora. 
“(…) Entender o meu trabalho é entender a questão racial no Brasil. Primeiro, porque a maioria das pessoas brasileiras são negras e, se a gente for comparar, por que as pessoas negras não tem acesso as coisas como lá (nos Estados Unidos)? Que vida é essa? 
 
A mulher negra que tá casando no hotel, com toda aquela estrutura… isso não aconteceria no Brasil, sem que se fosse uma união com um jogador de futebol, por exemplo. Chris Rock mora numa puta mansão, tem o Eddie Murphy, e aí, fui saber que eram os meus vizinhos. E moram do lado um dentista. Aqui, só se o cara for jogador de futebol. Há uma perseguição religiosa, e isso não é por acaso. 
 
(…) Acho que a diversidade tem que existir. Olho pra alguém do Candomblé, olho pra um casal gay e só vejo um casal, uma pessoa que preza pela família brasileira. Quem olhar para o meu trabalho tem que estar disposto a olhar para o Brasil como ele é. E eu tô falando de casamento, que o pessoal diz que é bobo, mas que mostra que tipo de família o Brasil tá formando”, considera.  
 
Outra produção que reforça a sua linha de trabalho foi o documentário sobre Ingrid Silva, primeira bailarina negra – e brasileira – a fazer parte do corpo de dança do grupo DanceTheater Of Harlem, de Nova Iorque. Ele integrou uma campanha mundial anti-racismo da ESPN, que adquiriu os direitos de um trecho das filmagens editada e adicionada a imagens das principais personalidades negras do planeta. 
 
“Ela já mora há 11 anos em NY, e foi a primeira mulher negra a ser capa da revista Point Magazine, veículo especializado em dança. Na campanha é uma das personalidades negras em destaque. 
Alexandre também dirigiu o clipe musical “Escorpião”, de Bruno Capinan e “Labirinto” de Jair Oliveira. 
 
Sobre Alexandre Maciel
 
Carioca de 35 anos, graduado em Publicidade e Relações Públicas pela Facha, MBA em Gestão Cultural na Universidade Cândido Mendes e Mestrando em Arte e Design pela PUC-Rio. Fotógrafo, Diretor de Fotografia de Cinema, Videomaker institucional e Publicitário.
 
CEO da Cabecidade Filmes.
 
Instagram: @eualemaciel
 
 
 
Contato: +55 21 98773-7828.
 
 

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