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terça-feira, agosto 3, 2021

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Cia Dramática de Comédia monta texto inédito no Espaço SESC

Cia Dramática de Comédia monta texto inédito no Espaço SESC

Cia Dramática de Comédia monta texto inédito no Espaço SESC

 

CIA. DRAMÁTICA DE COMÉDIA COMPLETA 24 ANOS E MONTA TEXTO INÉDITO DO DIRETOR JOÃO BATISTA LEITE 

Ouvi dizer que a vida é boa traz Carol Machado no papel principal e cumpre temporada na Arena do Espaço SESC Copacabana, de 7 de junho a 1º de julho

A frase dita por uma mulher ao se justificar por não ter conseguido realizar nem mesmo seu mais singelo e verdadeiro sonho foi o ponto de partida para a criação da nova montagem da Cia. Dramática de Comédia, que está celebrando 24 anos de atividade. Com texto original e direção de João Batista LeiteOuvi dizer que a vida é boa estreia em 7 de junho, na Arena do Espaço SESC Copacabana, com Carol Machado no papel da protagonista.

“Há alguns anos, li no jornal uma matéria em que uma idosa, moradora de um subúrbio do Rio, afirmava nunca ter visto o mar, seu grande desejo, apesar de morar em uma cidade litorânea. ‘Um dia é uma coisa, outro dia é outra coisa, o tempo vai passando…’, justificou. Aquilo ficou na minha cabeça e, aos poucos, comecei a criar a história da mulher que passa pela vida sem efetivamente viver, sabendo de tudo por ‘ouvir falar’”, conta o autor e diretor. 

O espetáculo é uma narrativa musical que dá continuidade à pesquisa de linguagem desenvolvida pela companhia em suas produções mais recentes, como O homem da cabeça de papelão (2008) – indicado ao Shell pela música e direção musical de Marcelo Alonso Neves, que também assina a trilha original deste novo trabalho –, A Caolha (2010) e Música no ar (2014). Nela, as músicas do espetáculo são parte integrante da narrativa: “É como um coro, não exatamente como na tragédia grega, mas que comenta a história. A maior parte das músicas é cantada e tocada por todo o elencoe as letras são parte do texto e têm função narrativa”, revela João Batista

Carol Machado – que há dez anos havia colaborado com o grupo em O homem da cabeça de papelão – encarna a mulher que, à medida que o tempo passa, se anula diante das ‘exigências’ da vida, cuidando da família, do irmão, depois do marido e dos filhos, da casa e dos pequenos afazeres da comunidade em que vive, enquanto deixa de lado suas vontades e desejos. Ao lado de Carol, estão as atrizes Giselda Mauler Sonia Praça, cofundadoras da cia, Cleiton Rasga (colaborando desde 2001) e Ana MouraLucas Miranda Luciano Moreira, todos os três em seu primeiro trabalho com o grupo.

O visual forte, uma das marcas da companhia presente novamente nesta montagem, é resultado do trabalho desenvolvido pelo premiado quarteto que integra a Cia. Dramática de Comédia desde seu início – Dóris Rollemberg (cenografia), Mauro Leite (figurino), Renato Machado (iluminação) e o diretor e autor João Batista, que explica as razões da bem-sucedida e longeva parceria: “Ao contrário da maioria das companhias teatrais, que se formam a partir de um elenco fixo, uma característica nossa é trabalharmos com a mesma equipe de criação desde o início. A experiência acumulada em mais de duas décadas tem ajudado a desenvolver uma linha de trabalho que dá margem a uma série de experimentações e pesquisas, mas que também nos permite manter uma identidade em todas as montagens. E isso inclui também a parceria estabelecida desde 2008 com o diretor musical Marcelo Alonso, fundamental nesse processo.” 

Cia. Dramática de Comédia

Criada em 1994, a Cia Dramática de Comédia acumula em 24 anos de atividades 7 prêmios e 27 indicações. Das dezenas de espetáculos adultos e infantis produzidos pela companhia estão o musical Quando a gente ama (2013), com textos inéditos e canções do sambista Arlindo Cruz (Sesc Ginástico, João Caetano e Dulcina); Chagall, o poeta com asas de pintor (2012), no CCBB; Bartleby, o escriturário (2011), adaptação da obra de Hermam Melville, na Casa de Cultura Laura Alvim; A caolha (2010), adaptação do conto de Júlia Lopes de Almeida, selecionada na edição 2009 do FATE, Teatro do Jockey, e selecionada para o Fringe na mostra com curadoria do Festival de Curitiba, em 2011. A encenação anterior, o musical O homem da cabeça de papelão, adaptação do conto homônimo de João do Rio, foi selecionada na edição 2007 do FATE para produções de companhias de trabalho continuado e foi indicada pelo O Globo como um dos dez melhores espetáculos de 2008. Recebeu ainda indicações para o Prêmio Shell, pela direção musical (Marcelo Alonso Neves), e Prêmio APTR, pela iluminação (Renato Machado).  No mesmo ano, a companhia montou A História de Romeu E Julieta, livre adaptação infanto-juvenil de João Batista para o clássico de Shakespeare. E em 2004 realizou o musical Caia na gandaia, uma adaptação das chanchadas da Atlântida (CCBB e Casa de Cultura Laura Alvim). A estreia da Cia Dramática de Comédia, em 1994, A incrível história do homem que bebia xixi, adaptação de O médico volante, de Molière, recebeu o Prêmio Coca-Cola de melhor figurino (Mauro Leite), seguindo com Volpone, o morto mais vivo do mundo (Prêmio Mambembe de melhor atriz coadjuvante para Sonia Praça, além de outras indicações) e Esconde-esconde, uma releitura de Judas em sábado dealeluia de Martins PenaEssa montagem recebeu o maior número de indicações ao Prêmio Coca-Cola de teatro jovemde 1996 – sete categorias, vencendo as de Melhor ator (Eduardo Rieche) e Melhor figurino (Mauro Leite). Seguiram-se E-pa-mi-non-das, versão para o conto homônimo de Arthur Azevedo, vencedora do Premio Coca-Cola de teatro jovem de Melhor figurino (Mauro Leite); George Dandin, de Molière, e O mundo é grandetexto de João Batista, vencedora do Prêmio Maria ClaraMachado na categoria Melhor ator (Nando Cunha), além da indicação na categoria Música (Paula Leal). 

 

João Batista, autor e diretor

Professor de Interpretação na Faculdade CAL de Artes Cênicas, é fundador da Companhia Dramática de Comédia, que em 2018 completa 24 anos de trabalho. Responsável juntamente com Luiz Fernando Lobo (Companhia Ensaio Aberto) pela curadoria e dramaturgia da exposição Que tempos são esses – um ano com Brecht, que estreou na Sala I do CCBB em setembro de 2016 e cumpre temporada de sucesso no Armazém da Utopia. Responsável pela direção artística e curadoria do projeto Veja a cena, ouça a canção, vencedor do Edital de Ocupação do Teatro Dulcina (FUNARJ) e que ocupou o teatro no período abril/julho de 2014 com peças adultas e infantis, leituras dramatizadas, cursos e palestras sobre teatro musical com nomes como Tânia Brandão, Suely Guerra, Marcelo Alonso Neves e Luiz Fernando Lobo. Foi professor de Interpretação na Catsapá Escola de Musicais (RJ) no período 2012/ 1996.  Atualmente é professor de Interpretação no Faculdade CAL de Artes Cênicas e no Curso Prático de Teatro do Armazém da Utopia da Cia Ensaio Aberto  e ministra cursos livres de Teatro Musical. 

Carol Machado, atriz

Atriz e acrobata aérea, é licenciada em dança na Faculdade Angel Vianna. Preparadora e pesquisadora do corpo, Carol é professora de Acrobacia Aérea, Ioga e Gestos Aéreos. Na televisão, atuou nas novelas Top ModelVampPerdidos de AmorA lua me disse, além de participações nos projetos A vida como ela éSítio do Pica Pau AmareloSob nova direçãoA grande famíliaCasos e AcasosAlineOdeio Segundas. No teatro, fez Menino MaluquinhoO AtheneoConfissões de AdolescenteO Diário de Anne FrankDuas mãosDuas mãos, a esperaArlequim, servidor de dois patrõesTurma do PeperêÊtaSeu BonequeiroO homem da cabeça de papelãoMistério BufoRicardo III: penso ver o que escutoTwo roses for Richard; dentro do World Shakespeare Festival em Londres e Stratford-upon-Avon, Zumbi, um sonho de revolução, para o Leicester Dance Festival, também na Inglaterra, Ana, ensaios sobre o tempo e o ventoAntes que tudo acabe e Passional. No cinema, fez Quem matou Pixote?, de José Joffily, e A solidão dos dias difíceis, de Eduardo Ramos.

 

FICHA TÉCNICA: 

Ouvi dizer que a vida é boa

Autor e Diretor: João Batista Leite

Elenco: Ana MouraCarol MachadoCleiton RasgaGiselda MaulerLucas MirandaLuciano MoreiraSonia Praça

Trilha Sonora Original e Direção Musical: Marcelo Alonso Neves

Cenografia: Dóris Rollemberg Cruz

Iluminação: Renato Machado

Figurino: Mauro Leite Teixeira

Preparadora vocal: Paula Bentes Leal

Fotografia e vídeo: Rai Júnior

Produção: Palavra Z Produções Culturais

Direção de Produção: Bruno Mariozz

Realização:Companhia Dramática de Comédia

 

SERVIÇO:
Temporada: de 7 de junho de 2018 1º de julho de 2018
Horários: quinta a sábado, às 20h30 e domingo, às 19h

Ingresso: R$ 30,00 – inteira

    R$ 15,00 –jovens de até 21 anos, maiores de 60, estudantes e classe artística

    R$  7,50 – associados SESC

Bilheteria: de terça a domingo, de 15h às 21h

Pagamento em dinheiro. Ingressos antecipados somente no local

Duração: 60min
Capacidade: 242 lugares

Classificação indicativa: 12 anos
Local: Espaço SESC – Arena

Endereço: R. Domingos Ferreira, 160 – Copacabana

Tel: (21) 2547-0156

Acesso para portadores de necessidades especiais

 

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crédito foto: Rai Junior

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