20.1 C
Nova Iorque
domingo, agosto 1, 2021

Buy now

Saiba como tratar as lesões mais frequentes na dança

 
Saiba como tratar as lesões mais frequentes na dança 
Ortopedistas esclarecem as lesões que podem ocorrer na prática e repetição dos movimentos feitos durante a dança
Esforço e disciplina são a base de qualquer dançarino. Repetições de movimentos e a execução de forma inadequada, sem acompanhamento de profissionais, podem acarretar em sérios problemas de saúde. De acordo com uma pesquisa, feita pela Universidade Wolverhampton constata que, as lesões sofridas durante a dança são mais frequentes do que em outros esportes. O estudo ainda afirma que, 80% dos atletas sofrerão traumas que podem afetar sua vida profissional na dança.

“Antes de enfrentar esses problemas é essencial que o dançarino esteja atento a importância dos alongamentos antes dos treinos, da postura, ficar alerta aos sinais de dores e não arriscar técnicas sem acompanhamento e experiência. Tudo isso leva muitas vezes ao afastamento das atividades e, em alguns casos, até mesmo para sempre”, afirma a ortopedista e traumatologista do Hospital Moriah, Dra. Juliana Doering (CRM: 144.528).

A médica ainda afirma que o diagnóstico nem sempre é feito de forma adequada. “Os diagnósticos são dados de forma correta apenas por especialistas no assunto. É importante procurar por profissionais ou instituições que realmente tenham a vivência e experiência com essas lesões, o diagnóstico tardio ou errado pode acarretar em sérios problemas e até mesmo em frustrações psicológicas”, alerta.

Para auxiliar nesse assunto e alertar para alguns casos, a Dra. Juliana, do Hospital Moriah, esclarece dúvidas frequentes sobre as principais lesões associadas à dança. Confira:

Quais são as principais lesões?

Conseguimos, após estudos e pesquisas, identificar seis problemas que ocorrem com mais frequência. São elas: Entorses de tornozelo, joanetes dolorosos, dor da parte da frente –durante grand pliés- ou de trás do tornozelo – durante a ponta e meia ponta -, tendinites, fraturas por estresse e traumas.

Como o dançarino pode sofrer essas lesões?

Os excessos de ensaios são os mais comuns, afinal para chegar a perfeição é necessário fazer movimentos repetitivos por diversos dias, meses, anos. Outro fator são condições físicas predisponentes, por exemplo os pés chatos e frouxidão ligamentar. Além das tendências familiares (hereditária) e até mesmo o uso das sapatilhas de ponta, usadas no Ballet.

Como prevenir?

Todo atleta precisa ter acompanhamento médico para orientações gerais. É importante ficar atento aos sintomas e dores para que se possa iniciar a fisioterapia e cuidados precoces, assim evitando a evolução dos problemas.

Quais os tratamentos específicos?

Depende da lesão, mas cada uma exige um método diferente de tratamento.

  • Entorses do tornozelo e tendinites: é necessário realizar fisioterapia. Caso as entorses ou tendinites sejam recorrentes é preciso optar pelo procedimento cirúrgico;

  • Os joanetes das bailarinas: diferentemente de como tratamos indivíduos que não são bailarinos, neste grupo de atletas o correto é optar pelo tratamento não cirúrgico. Hoje em dia com novas técnicas os resultados da correção cirúrgica são excelentes do ponto de vista de dor e estético porém nota-se com frequência certa perda de mobilidade da articulação do dedo o que, no caso de um bailarino, poderia prejudicar gravemente sua habilidade em subir nas pontas do pés, e inviabilizaria realização de giros no próprio eixo.

  • Dores na parte anterior e posterior dos tornozelos: iniciamos sempre com o tratamento não cirúrgico, com fisioterapia. No caso de falha desse programa, e ainda na presença de pequenos ossos ao redor do tornozelo, optamos por cirurgias com técnica totalmente artroscópica, que consiste em um tratamento realizado de forma minimamente invasiva, com recuperação rápida e menores índices de dor.

  • Fraturas por estresse e traumas: dependerá da fratura, às vezes, suspender ensaios por algum tempo e fisioterapia já é suficiente, em outros casos só tratamentos cirúrgicos.

Qual o tempo de recuperação?

Também dependerá da lesão. Lesões de tratamento conservador, procedimento relativamente simples, como as entorses leves necessitam de aproximadamente 4 semanas de recuperação. Já as fraturas por estresse podem levar até 6 meses para curar totalmente.

Related Articles

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisement -

Latest Articles