Tina Werneck lança o álbum “Cheguei Tinindo” e celebra sua trajetória com 12 canções autorais
Violista da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF apresenta seu primeiro álbum solo, reunindo MPB, rock, samba, choro e influências da música brasileira em um trabalho marcado por maturidade artística e empoderamento feminino.
Tina Werneck lança o álbum Cheguei Tinindo e transforma décadas de experiência em música
Depois de uma longa trajetória como instrumentista, pesquisadora, professora e violista de orquestra, Tina Werneck apresenta oficialmente seu primeiro álbum solo, “Cheguei Tinindo”, disponível nas plataformas digitais a partir desta terça-feira (5). O trabalho reúne 12 faixas autorais compostas ao longo dos últimos cinco anos e representa uma nova fase na carreira da artista, que encontrou na composição e na interpretação vocal uma forma ainda mais íntima de expressar sua identidade musical.
Com distribuição pelo selo Curruíra, o disco transita entre MPB, rock progressivo, samba jazz, choro, fusion e música instrumental, revelando uma artista que absorveu influências de diferentes universos sonoros ao longo da vida.

Uma estreia construída com décadas de vivência musical
Embora seja seu primeiro álbum como cantora e compositora, Tina Werneck possui uma carreira consolidada na música.
Violista da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, a artista iniciou sua formação ainda na infância, estudando violão clássico, canto coral e, posteriormente, viola de arco. Ao longo dos anos aprofundou seus estudos em arranjo, improvisação, choro e música brasileira, construindo uma trajetória marcada pela diversidade musical.
Foi durante o período de isolamento da pandemia, em 2020, que Tina voltou ao violão e passou a compor canções com letra e música, iniciando um processo criativo que culmina agora em seu primeiro álbum completo.
“Cheguei Tinindo” reúne 12 faixas autorais
O álbum apresenta 12 músicas, sendo cinco inéditas e sete já conhecidas do público através de singles lançados anteriormente.
As composições abordam temas como:
- amor;
- autoestima;
- empoderamento feminino;
- maturidade;
- natureza;
- espiritualidade;
- relações humanas;
- preservação ambiental.
Além disso, o trabalho dialoga constantemente com referências da música brasileira e internacional, especialmente artistas como Milton Nascimento, Chico Buarque, Tom Jobim, Pat Metheny, Beto Guedes, Pink Floyd e Yes, banda homenageada em diferentes momentos do disco.
Grandes participações enriquecem o projeto
A produção musical ficou a cargo de Guilherme Gê, responsável pelos arranjos e direção artística do álbum.
O projeto ainda reúne músicos consagrados da cena brasileira, entre eles:
- Claudio Infante;
- Marcos Suzano;
- Carlos Malta;
- Miguel Werneck;
- Leila Pinheiro;
- Muiza Adnet.
Tina também participa como violista e violonista, registrando no álbum o instrumento que marcou sua carreira profissional e explorando diferentes formações instrumentais ao longo das faixas.
Um álbum marcado pela maturidade artística
Segundo Tina Werneck, “Cheguei Tinindo” representa um momento de plenitude criativa.
A artista explica que as canções nasceram naturalmente durante os últimos anos, refletindo experiências pessoais, descobertas e transformações vividas após os 50 anos.
Essa perspectiva confere ao disco um caráter profundamente humano, sensível e inspirador, mostrando que a criatividade pode florescer em qualquer fase da vida.
Faixas exploram diferentes estilos musicais
Cada composição apresenta uma identidade própria.
Entre os destaques estão:
- Quero Voar, inspirada na cultura indígena Desana;
- Eu Deixo, sobre empoderamento feminino;
- Água, que aborda questões ambientais;
- Teresa e Januário, inspirada na obra de Jorge Amado;
- Sete Cores do Meu Céu, baseada em referências de Guimarães Rosa;
- O Amor Vai Chegar, samba jazz que encerra o álbum e inspira o título do projeto.
Quem é Tina Werneck?
Além da carreira como compositora e cantora, Tina Werneck possui sólida atuação acadêmica e artística.
É bacharel, licenciada e mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pesquisa dedicada ao violino popular urbano carioca.
Também integrou o Quarteto Alevare durante uma década, participou de gravações para ballet, teatro e cinema e desenvolveu diversos projetos ligados à música instrumental brasileira.
Desde 2019 vem consolidando sua carreira autoral, agora coroada pelo lançamento de “Cheguei Tinindo”, seu primeiro álbum completo.


