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sábado, junho 12, 2021

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Projeto Afro Funk Brasil mistura diferente e criativa

ANTONIO CARLOS E JOCAFI E ORQUESTRA VIOLÕES DO FORTE DE COPACABANA

ANTONIO CARLOS E JOCAFI E ORQUESTRA VIOLÕES DO FORTE DE COPACABANA ANTONIO CARLOS E JOCAFI E ORQUESTRA VIOLÕES DO FORTE DE COPACABANA

O Projeto AFRO FUNK BRASIL é uma mistura diferente e criativa, que apresenta as novas gerações um repertório de músicas que poucos no Brasil conhecem bem, mas tocadas muito lá fora. Jóias guardadas no meio de uma discografia recheada de sucessos, populares e inesquecíveis. Um bem bolado do antigo com o novo, da batida nativa com a suavidade das cordas e sopros, que resultou num balanço irresistível.

Toda a riqueza rítmica e forte vibração dos sons nativos do continente Africano podem ser considerados a base de muitos outros ritmos, mesmo os nascidos bem depois de sua chegada as terras distantes com grande parte de seu povo escravizado.

Em alguns cantos do mundo, o Funk começa a nascer da inspiração no Jazz, no Rhythm & Blues e no Gospel, na década de 60. No Brasil, onde tudo se reinventa com muita criatividade, o funk ganhou nossas tintas culturais e rimas fortes a partir da década seguinte. Ainda assim, em todos esses ritmos, a inspiração de uma batida compassada e marcante continua.

Dois jovens compositores nascidos em Salvador também foram envolvidos e inspirados fortemente com esses ritmos, até porque na Bahia, é impossível ficar de fora de seus sons e sabores.

A idéia para o AFRO FUNK começou a nascer de uma fã do trabalho de Antonio Carlos e Jocafi, no caso a diretora do Instituto Rudá Márcia Melchior. Os baianos que a partir dos anos 70 começaram a conquistar o Brasil com suas canções mais populares: “Você abusou”, “Mudei de idéia”, “Mais que doidice” e “Desacato”, entre outras. As favoritas daquela fã, porém, eram justamente outras, mais “escondidas” no meio dos hits, que contagiavam pela batida mais marcante.

Essa mesma fã continuou seguindo sua paixão, para criar um projeto de inclusão social para jovens através da música: a Orquestra Violões do Forte de Copacabana. Em busca de novas idéias e com a chegada do projeto da Bossa Criativa, por que não finalmente apresentar uma nova roupagem para suas canções preferidas, agora mais atuais do que nunca? O convite aceito pela dupla e o resultado fantástico que nasceu da união das duas gerações fechou a receita.

Assim nasceu este AFRO FUNK BRASIL.


Release AC e JOCAFI

Antônio Carlos & Jocafi foram unidos pelo poeta e letrista Ildásio Tavares, de quem ganharam poemas e letras para suas músicas de início de carreira. Descobertos pelo maestro Carlos Lacerda (“guru” musical da Bahia responsável pelo sucesso de vários músicos, cantores e compositores da Boa Terra), participaram com êxito de vários festivais em Salvador, quando foram chamados pelo produtor Rildo Hora para gravarem seu primeiro LP – “Mudei de Idéia”, um sucesso imediato que confirmou a competência de ambos. Daí em diante, músicas como “Você Abusou”, “Mas que Doidice”, “Morte do Amor” e “Toró de Lágrimas” conquistaram corações na voz do povo brasileiro. Era a consagração da dupla, que explodiu em proporções gigantescas com o advento do Festival Internacional da Canção, onde 36 mil pessoas numa só voz cantavam “Desacato”, classificada entre os primeiros lugares.

Como compositores tiveram a oportunidade de gravar com os maiores nomes da música popular brasileira, como Vinícius de Moraes, Orlando Silva, Maísa, Nelson Gonçalves, Toquinho, Clara Nunes, Os Originais do Samba, Doris Monteiro, Jorge Aragão, MPB-4, Angela Maria, Emílio Santiago, Alcione, Djavan e Daniela Mercury, Celia Cruz, José Feliciano, e cantada por Ella Fitzgerald e Stevie Wonder entre outros.

Uma carreira de sucesso, que inclui a autoria de trilhas sonoras, aberturas e temas para novelas e seriados como “Super Manuela”, “O Primeiro Amor” e “Shazam e o Xerife” na TV Globo. No cinema, à convite do cineasta francês Marcel Camus (internacionalmente conhecido pelo seu trabalho em “Orfeu do Carnaval”), foram convidados para fazer a trilha do filme “Otália da Bahia”, baseado no romance “Pastores da Noite” de Jorge Amado, além de músicas para o filme espanhol “Jamón Jamón”.

No exterior obtiveram consagração total com a música “Você Abusou”, gravada na França por Michel Fugain na versão “Fais Comme Loiseau”, que vendeu mais de três milhões de cópias e lhes abriu o mercado mundial. Desde então, “Você Abusou” foi gravada em vários idiomas e interpretada por estrelas internacionais como Sérgio Mendes, Célia Cruz, Paul Morriat e Stevie Wonder. A dupla também participou de turnês pela Europa, EUA e Japão, onde participou de duas edições do World Popular Song Festival em Tóquio, como finalistas com os temas “Luanda Silê” e “Diacho de Dor”.

A simplicidade gostosa de suas letras e o forte apelo popular dos sambas-de-roda da Bahia, servem de alicerce para composições envolventes e inesquecíveis que encantam desde a década de 70. “Música popular é para ser cantada e dançada pelo povo” dizem, acostumados com as noitadas de samba no antigo Mercado Modelo, onde todos cantavam e dançavam ao som de suas melodias.

Uma conquista, se refere a um sonho antigo, de fazer um trabalho social, ligado aos jovens, e que lhe foi dado há 10 anos através da parceria entre a ONG Instituto Rudá. A música tem sido em todas as comunidades carentes o melhor instrumento para atrair a participação dos jovens e tendo como alvo a cidadania, o programa é destinado a crianças a partir dos 10 anos e tem como produto final a Orquestra privilegiando o resgate, valorização e divulgação do repertório popular brasileiro ampliando o acesso ao universo cultural e em particular levando  música para os 04 cantos da cidade, principalmente ás escolas públicas.

De uns anos para cá, a dupla passou a compor com Russo Passapusso, lider do BaianaSystem. Confiantes em um 2021 promissor lançam “Alto da Maravilha”, o álbum apresentará repertório inédito e autoral composto pelo trio ao longo dos últimos três anos, ampliando parceria que rendeu os primeiros títulos no terceiro álbum da banda BaianaSystem, O futuro não demora (2019), lançado em fevereiro com músicas como Água (Antonio Carlos, Jocafi, Ubiratan Marques e Russo Passapusso) e Salve (Russo Passapusso, Seko Bass, Antonio Carlos, Jocafi e BNegão).

 

Release OVFC

A OIVFC, nasceu em 2011, atendendo jovens oriundos das comunidades do entorno do Forte de Copacabana, em pouco tempo, ela amadureceu e sua música ultrapassou os muros do Forte e as ruas de Copacabana atraindo jovens de outros projetos sociais e das comunidades de Piabetá, Niterói, Nova Iguaçu, Nilópolis, Duque de Caxias, Santa Cruz, Itaguai, Campo Grande e de toda baixada fluminense.

Talento e superação, são os principais ingredientes que fazem da OIVFC o sucesso consagrado que é. Nossas apresentações são assistidas por um público diverso, inserindo-se pessoas de importância e poder decisório político, social, empresarial, eminentes formadores de opinião, além de concertos didáticos para escolas públicas, tendo se apresentado até em Rennes no festival de cinema na França.

O Instituto Rudá proporcionou-lhes a cultura musical, a disciplina, a clareza e a segurança do acolhimento, oferecendo a esses talentos, habilidades e oportunidade para seguir na música e viver dela. Não haverá curso ou oficinas e sim muitos ensaios para as apresentações.

A Orquestra Instrumental Violões do Forte de Copacabana traz ainda a oportunidade de profissionalização destes jovens. De forma natural, muito deles estão criando seus próprios grupos ou se engajando em atividades profissionais como, por exemplo, as próprias Forças Armadas.

Como resultado de diversas apresentações do projeto, já tivemos nossos jovens se profissionalizando em diversos projetos na cidade do Rio de Janeiro: como por exemplo: Cassia Raquel Clarinetista e cantora da Orquestra, hoje cantora na peça Beatles num Céu de Diamantes, Simonal, New York New York o Musical, HAIR. Estudou Bacharelado – Canto na UFRJ. Atua em grandes

 produções de musicais no eixo Rio – São Paulo. Dentre os principais estão: “Hair”, “Milton Nascimento – Nada será como antes”, “60! Década de Arromba” e “Les misérables”.

O Grupo Social Soul, formado por componentes da Orquestra, venceu o concurso “Vou Tocar no Estação Rio”, da Rede Globo que buscou talentos musicais entre jovens das escolas públicas do Rio e disputaram com outras seis bandas e artistas entre 500 escolas.

 

TRIBUTO A ARMANDINHO MACEDO – O GENIO DA GUITARRA BAIANA

ARMANDINHO MACEDO

Com mais de 50 anos de carreira, o guitarrista, bandolinista, compositor e arranjador  Armandinho Macêdo,  nascido em Salvador – Bahia é  conhecido principalmente pela referência dos carnavais de Salvador. Sua entrada no cenário musical aconteceu aos 15 anos de idade.

A partir do cavaquinho eletrificado e tocado pelo pai Osmar e o parceiro Dodó, Armandinho criou um novo modelo de guitarra em que acrescentou cordas, refez a afinação, acrescentou uma alavanca, diminuiu o tamanho, elaborou um novo design, aperfeiçoou, deu o seu estilo, registrou a marca, e a batizou de. “Guitarra Baiana”, criando um instrumento de características únicas que vem se tornando cada vez mais internacionalizado dando ao guitarrista uma projeção maior em todo o âmbito nacional. Mesmo sem registro oficial, a patente original da criação é sua por direito histórico comprovado. Com a inquietude deste virtuoso artista, na música regional, ele também transformou o bandolim, acrescentando uma quinta corda e deu n0vos rumos ao choro regional somando a este os sons da sua guitarra elétrica baiana.

Armando Costa Macêdo é um ícone e um símbolo vivo da música instrumental popular brasileira. Ele está considerado um dos melhores guitarristas entre os dez melhores do Brasil pela revista Guitar Play. É um reconhecido influenciador de importantes músicos do instrumental brasileiro como Yamandu Costa e Hamilton de Holanda, instrumentistas com quem já realizou diversos shows e gravações. Armandinho Macêdo é um exemplo para as novas gerações, dono de um carisma contagiante e exibe uma intimidade ímpar com seu instrumento e uma expressividade musical sem fronteiras, que o levou a diversos países, como: França, Espanha, México, Portugal, Itália, Alemanha, Suíça, EUA, Irlanda, Israel, Congo, Angola, e outros. 

O guitarrista e compositor é Integrante de um dos mais famosos grupos de musica pop instrumental, “A Cor do Som”, que recentemente comemorou 40 anos de carreira com a turnê em 2018, Pé na Estrada. Continuando com as comemorações dos “40 anos”, lançaram o recente trabalho o EP disponível no Spotfy com participações especiais de, Lulu Santos, Gilberto Gil, Samuel Rosa e outros. Em 2019, iniciam outra sequência de atuações pelos pais , como o convite da Orquestra Violões do Forte de Copacabana para uma participação especial em comemoração oa 105 anos do Forte d Copacabana , em um evento fechado. Daí a idéia de fazermos um tributo a este guitarrista chamado de gênio da Guitarra Baiana que muito nos honrou.

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